"O céu azul não começa por estar lá no alto tão quieto e tão azul, tão impassível e indiferente a nós, mas começa originariamente por atuar sobre nós, como um riquíssimo repertório de sinais úteis: sua função, sua atividade, o que nos faz atender a ele e , graças a isso, vê-lo em seu papel ativo de semáforo. Faz-nos sinais. Compreendemos muito bem o poeta quando nos insinua que as estrelas são pensamentos de ouro que a noite tem. O seu palpebrar, ao mesmo tempo minúsculo em cada uma e imenso na abóbada inteira, é para nós um permanente incitamento para transcendermos do mundo... para o radical Universo."
ORTEGA Y GASSET